Justiça dos EUA aprova plano de reestruturação da Azul

Ana Zacaron

A Azul anunciou ontem (12) que o Tribunal dos Estados Unidos aprovou o Plano de Reorganização da companhia, no âmbito do processo de recuperação judicial conduzido no país, conhecido como Chapter 11.

A Azul anunciou ontem (12) que o Tribunal dos Estados Unidos aprovou o Plano de Reorganização da companhia, no âmbito do processo de recuperação judicial conduzido no país, conhecido como Chapter 11.

Azul plano reestruturação


Aprovação do Plano e apoio dos credores

O Plano de Reorganização da Azul obteve mais de 90% de aprovação em todas as classes de credores elegíveis, superando com folga o quórum exigido para a validação pela Corte norte-americana. O índice elevado de apoio é considerado um marco relevante dentro do processo de reestruturação financeira da companhia e reflete a condução negociada e colaborativa adotada ao longo do Chapter 11.

Segundo a empresa, o resultado reforça o alinhamento construído com seus principais stakeholders desde o início do processo e abre caminho para a conclusão da recuperação judicial dentro do cronograma previsto. A expectativa da Azul é finalizar as transações previstas no Plano e encerrar formalmente o processo já no início de 2026, dentro das datas estimadas.

Em comunicado, o CEO da Azul, John Rodgerson, afirmou que a aprovação representa um passo decisivo rumo à conclusão da transformação financeira da companhia. Ele destacou o apoio consistente dos credores e de parceiros estratégicos como AerCap, American Airlines e United Airlines, que, segundo ele, demonstra confiança na estratégia e no plano de negócios da empresa. Rodgerson também ressaltou que a Azul deverá sair do processo com um índice de alavancagem melhor do que o inicialmente projetado e com um balanço mais robusto.


Reestruturação financeira e próximos passos

O Plano aprovado prevê uma reestruturação abrangente do balanço patrimonial da Azul, incluindo a redução de mais de US$ 3 bilhões em dívidas, obrigações de arrendamento, juros anuais e custos recorrentes relacionados à frota. De acordo com a companhia, esse conjunto de medidas resultará em uma estrutura de capital mais saudável e em uma empresa mais preparada para enfrentar os desafios do setor no longo prazo.

Entre os destaques está a previsão de uma Oferta de Direitos de Ações de até US$ 950 milhões, dos quais US$ 850 milhões já estão garantidos ou assegurados por parceiros estratégicos. O Plano também incorpora acordos comerciais e revisões em contratos de arrendamento de aeronaves, com o objetivo de otimizar ainda mais os custos da frota e ampliar a flexibilidade financeira da companhia após a saída do processo.

A conclusão da reestruturação está condicionada à consumação substancial das transações previstas no Plano e à emissão das novas ações da Azul reorganizada, evento esperado para o início de 2026. Até lá, a empresa afirma que seguirá operando normalmente, mantendo sua programação de voos, o atendimento aos clientes e os programas de fidelidade.

Em comunicado a imprensa, a Azul reforçou que permanece comprometida com a prestação de um serviço confiável em sua rede de mais de 130 destinos e com a contribuição para o crescimento econômico do Brasil, enquanto avança para a etapa final do processo de recuperação judicial.


Comentário

Essa é, sem dúvidas, uma boa notícia para a Azul, que agora, com o plano aprovado pela Justiça dos Estados Unidos, dá um passo importante rumo à etapa final de sua recuperação judicial, trazendo mais previsibilidade para a companhia e reforçando a confiança no mercado brasileiro de aviação.

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